O conceito de “Web 2.0” começou em 2003 com um brainstorming entre a O’Reilly( www.oreilly.com) e a MediaLive International.
Inicialmente apenas uma Buzzword para significar a Internet pós bolha, o termo caiu no agrado no mundo Geek, extrapolou esse mundo e começou a permear o mundos dos negócios.
Baseado nisso em setembro de 2005, Tim O’Reilly publicou um longo texto (“What Is Web 2.0 – Design Patterns and Business Models for the Next Generation of Software”), buscando contextualizar a Web 2.0 e criar um guideline para o desenvolvimento de sites/aplicativos WEB 2.0.
Esse texto apresenta 7 modelos de Negócios e 8 Padrões/regras para o design de aplicativos/sites WEB 2.0.
Vou iniciar uma série de artigos discutindo cada um deles e buscando, espero que com a participação de vocês(regra básica da WEB 2.0), fornecer um caminho das pedras para os que buscam conhecer, explorar e utilizar a web 2.0. Gostaria de lembrar que meu foco é sempre o mercado corporativo, por isso alguns puristas certamente me criticarão, se for os eu caso, faço questão, visite e critique, na pior das hipóteses (para você) me obrigará a buscar respostas, na melhor (também para você) me convencerá que estou errado, afinal, eu também estou em Beta teste, sempre…
Não posso me comprometer a posts diários porque minhas obrigações profissionais não me permitem esse tempo, mas pelo menos 1 vez por semana estarei postando algo. Vou parar também de enviar os comunicados diários, pois logo logo vão me acusar de spammer, portanto, marque meu blog em seus favoritos e voltem com freqüência.
Já disponibilizei um Link para o voce salvar como favorito no Technorati, para facilitar a vida de todos, quem não sabe ainda o que é isso, está desconhecendo um dos grandes players da WEB 2.0, alias vou aproveitar e criar uma pagina de Glossário, para ajudar os que desconhecem os termos usados, dessa forma não precisarei ficar explicando em cada texto que serão sempre marcados em vermelho (Sempre em Beta, criarei a medida em que for precisando explicar algumas palavras, começando por Technorati).
Vou também começar a fazer algumas experiências (por exemplo recortar os textos, para não ficarem muito longos, como estou fazendo com esse), se isso dificultar a utilização do Blog, reclame, afinal você é um Beta Tester, OK?
Vamos ao Primeiro Modelo de Negócios :
…
A Web Como Plataforma:
Quem estava presente no tempo da Internet a Válvula, lá pelos idos de 1994, vai se lembrar da Netscape e do NC – Network Computer, uma iniciativa que atraiu muita gente e que dizia mais ou menos a mesma coisa, ou seja, a acabar com a era do “desktop based” (ou era Windows, que era inquestionável na época) e criar a era “web based”, para tudo, informações, aplicativos, etc. Infelizmente (ou felizmente porque a idéia não estava madura na época) nessa briga com a Microsoft e Netscape virou pó, e os NC’s foram aposentados na época (embora muita gente queira revivê-los, como os notebooks de US$ 100,00 que antes de saírem já vão custar 187, mas não vamos falar de política e políticas…*RS). Hoje própria Microsoft trabalha com o conceito de Web Services que nada mais é do que migração de aplicativos ou parte dele do desktop para a rede (web), no fundo, no fundo, a mesma proposta da Netscape.
Além da Netscape, dois dos nossos exemplos de Web 1.0, a Double Click e a Akamai, eram ambas pioneiras em tratar a rede como plataforma. Não pretendo reescrever o artigo do Tim O’Reilley, apenas discutir seus modelos, por isso aconselho os interessados e lerem “na fonte”, siga o link.(seu eu conseguir um voluntário que traduza ou alguém que já tenha o texto traduzido, deixarei um Link em algum lugar no Blog).
Esses 3 casos de “web 1.0 como Plataforma” (Netscape, Double Click e a Akamai) tem diferenças significantes entre si e com os casos WEB 2.0 correspondentes( respectivamente Google, Adsense e BitTorrent).
Caso Netscape:
O Netscape era na verdade um software DESKTOP que usava a Internet como SUA plataforma, a estratégia era dominar o mercado de navegadores e vender seus produtos para servidores, no fundo a mesma estratégia da Microsoft, vender seus produtos era sua fonte de renda.
O serviço da Google não é um servidor (embora ele seja prestado através de uma maciça coleção de servidores de Internet ), nem um navegador (embora seja experimentado pelo usuário dentro do navegador, qualquer um).
Alem disso o serviço de busca(gratuito) que é o seu carro-chefe, ele também não hospeda o conteúdo que ele permite o usuário encontrar.
Enquanto o Netscape era um aplicativo desktop que utilizava a WEB como plataforma de conexão, o Google é uma verdadeira plataforma de serviços que gerencia a experiência on-line dos usuáriose nela baseia seu modelo de negócios.
Caso Double Click:
Apesar de ser uma cria da Net, a venda de publicidade seguia o modelo da Televisão: anunciantes determinam, em conjunto com as redes de TV o que o usuário vai ver, não perceberam que, diferente da TV que tem poucos canais (no máximo 10, 20 na TV a aberta e 100, 150 na TV paga) a Internet tem milhões, talvez bilhões de “canais”.
O AdSense da Google e o Yahoo! Search Marketing entenderam que quando falamos de um produto puramente digital,como a publicidade virtual, tem um custo de distribuição marginal e portanto pode implorar o fenômeno da cauda longa.
Caso Akamai
A Akamai era um aplicativo, também nascido na WEB como o Double Click, usava a rede como plataforma ede distribuição de aplicações e conteúdo construindo um sistema de entrega de cache transparente que desafoga o congestionamento da banda larga.
Aparentemente perfeito, porque não é Web 2.0? Basta olhar no site da Exceda, representante da Akamai no Brasil,e ver como eels se apresentam:
“Sobre a Akamai
A Akamai transformou a Internet de uma rede caótica em uma plataforma previsível, escalável e segura para se fazer negócios. A Akamai entrega diariamente 10 a 20% do tráfego web. Mais de 1.700 clientes confiam na Akamai para entrega de suas aplicações e conteúdo – obtendo sempre o maior valor do ambiente web pelo menor custo.”
Tim O’Reilly diz: “Como a DoubleClick, a Akamai está otimizada para fazer negócios com a cabeça, não com a cauda, com o centro, não com as bordas.”
A BitTorrent, como outras pioneiras do movimento P2P, assume uma abordagem radical na descentralização da internet.
Cada cliente também é um servidor; arquivos são desmembrados em fragmentos que podem ser fornecidos de múltiplas localizações, de forma transparente, empregando os próprios usuários que baixam os arquivos para prover tanto banda larga como dados para outros usuários.
A BitTorrent, portanto, demonstra um princípio chave da Web 2.0: o serviço fica automaticamente melhor quanto mais forem os usuários que de se utilizam. Enquanto a Akamai precisa adicionar servidores para melhorar o serviço, cada consumidor da BitTorrent traz os seus próprios recursos para o grupo.
O que tem em comum os Netscape, Double Click e Akamai entre si e o que tem de diferente para Google, AdSense e BitTorrent?
Todas as 6 usam a web como plataforma, é verdade, mas a grande diferença está no que significa a web para a Web 1.0 e para a Web 2.0.
Para a Web 1.0 a Web é a tecnologia que conecta os usuários, para a Web 2.0 a Web são as pessoas que se conectam através da tecnologia.
Dica para seu negócio WEB 2.0: A Plataforma são as pessoas, baseie nelas seu modelo de negócios, em suas qualidades em seus defeitos, em seu potencial, em suas carências, e você terá mais chance do que se pensar inicialmente na tecnologia.
Escrevi demais hoje, volto assim que possível com o segundo Modelo:
Tirando partido da inteligência coletiva
Filed under: web 2.0 | Tagged: artigos, buzzword, cauda longa, modelos, negócios, o'reilly, padrões, plataforma, web 2.0

Ótimo artigo,
Aqui neste publiquei mais coisas.
http://www.heliocosta.com.br/blog/o-que-e-web-20/
Luiz,
Artigo de excelente qualidade!
em 2006 a folha publicou um artigo, que ajuda ainda mais a entender o que seria a WEB 2.0
Segue link:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml
Um abraço.