3. Dados são o próximo Intel Inside
Qual é o carro chefe do Google?
Se alguém disser que é o Serviço de busca ou o Gmail, ou mesmo o Orkut, enganou-se completamente, acho melhor prestar atenção porque está perdendo o bonde da história…
O Grande negócio do Google são seus dados, coletados pelo comportamento de seus usuários, a integração de seus serviços e armazenados, em grandes bancos de dados que são, esse sim, o coração do Google. Da mesma forma Yahoo, Amazon, eBay e tantos outros.
Segundo Tim O’Reilly, “O gerenciamento de bancos de dados é a nova competência central das companhias Web 2.0, de tal modo que temos, às vezes, nos referido a esses aplicativos como “infoware” ao invés de simplesmente software.”
Como falei anteriormente os dados são commodities hoje em dia, o exemplo de Tim O’Really sobre os mapas, a “NavTeq” fornece imagens para maps.yahoo.com, maps.msn.com maps.google.com, MapQuest.
Grande negócio para a NavTeq, que tem controle sobre sua fonte de dados e os fornece, por opção, como um commodity para outras empresas.
Do outro lado da mesa MapQuest, foi pioneira com serviços de mapas, mas não se cuidou em agregar valor exclusivo, criar uma vantagem competitiva sobre seus dados, quando Yahoo, MSN e Google decidiram entrar na briga por serviços de mapas na Internet, a MapQuest hoje ‘;e “mais uma”…
Outro exemplo positivo é a Amazon.com, apesar de receber os mesmos dados, os ISBN dos livros, ela agrega valor, com a capa dos mesmos, sumário, capítulos grátis e, principalmente no meu modo de ver, comentários de seus usuários (usando aqui o item anterior, inteligência coletiva.
Os dados são o novo “Intel Inside”, ou seja, seus dados tem que ser únicos e o diferencial, e aqui o exemplo da Amazon é fundamental, e serve de dica:
“Deixe(e incentive de alguma forma) seus usuários criarem o conteúdo adicional, isso não tem preço e não custa nada…”
4. O fim do ciclo de lançamentos de software
Esse é um dos tópicos mais claros de toda a WEB 2.0, estamos entrando na era do “perpetual beta”, mas o que é isso?
Vamos constatar uma verdade: Todo e qualquer software comercializado tem bugs, alem disso eles necessitam de melhorias constantes, de alterações legais ou funcionais, ou seja, um software nunca está 100% completo.
E eu sempre digo: Graças a Deus, pois se fosse o contrario, como os primeiros computadores surgiram na década de 50, tudo o que poderia ser desenvolvido já teria sido em 20 ou 30 anos, e eu não teria tido emprego quando entrei na área em 1984, imagine agora…
Somando-se a esse fato o novo modelo de negócios de software, que está deixando de ser um produto de prateleira para ser um serviço (a própria IBM desde sempre alugava e não vendia seus sistemas operacionais) está fazendo que os grandes lançamentos de novas versões de software percam o foco, agra você agrega funcionalidades ao seu serviço.
Os usuário são (ou virão a ser num futuro próximo para os puristas) parceiros no desenvolvimento, auxiliando no teste e validação de funcionalidades.
Obvio que não será possível entregar um software cheio de erros grosseiros, mas entrega-se poucas funcionalidades de cada vez em uma versão ESTAVEL do aplicativo. O mercado chama de “Always Beta”, ou numa tradução livre: Beta Perpétuo.
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