5 Princípio para o Design de aplicações Web 2.0

 

Segundo Joshua Porter, fundador da Bokardo Design, uma empresa especializada em Design e Estratégia de aplicativos para redes sociais, são 5 os princípio de desenvolvimento de Interfaces para as redes sociais, vulgo WEB 2.0, no meu modo de ver esses princípios são universais, e devem ser seguidos em qualquer design não apenas para WEB 2.0.

Esse texto não é uma tradução, mas minha interpretação do que ele escreveu.


1. A Tecnologia Serve aos seres humanos

Temos a mania de nos culparmos, ou o que é pior, culpar nossos usuários pelos erros relacionados ao uso da tecnologia, se ele não consegue usar nosso Design, a culpa não é dele, é do nosso Design.

O Usuário é nosso cliente, se ele não usa ou usa errado a Tecnologia disponível a culpa não é dele, é da tecnologia ou da forma como implementamos essa tecnologia.

2. Design não é Arte

Quando falamos de Arte falamos de expressão pessoal, de vida, falamos dos pensamentos e emoções do Artista. Não é relevante o que os observadores fazem, apenas que apreciem.

Quando falamos de Design falamos de utilização. O Designer precisa que alguém utilize (e não apenas aprecie) o que ele fez. O Design não serve ao seu princípio se ninguém o utilizar.

A Arte é absoluta, o Design é contextual. A Obra de Michelangelo continua bela e perfeita, mesmo com o surgimento de Picasso. O Design de 10 anos atrás está obsoleto, e precisa ser revisto para continuar útil.

3. A Experiência pertence ao Usuário

Designers não criam experiência, eles criam artefatos que permitam a experiência. Isso quer dizer que o trabalho do designer está a serviço dos Usuários e não ao contrário.

Isso não quer dizer que o Designer não pode inovar, apenas quer dizer que as inovações devem visar algum benefício para o usuário e não apenas satisfação do Ego do Designer. Em outras palavras a experiência com um Design não acontece porque o Design diz, Faça, mas sim porque o usuário acha (ou é convencido sem perceber) que deve fazê-lo.

4. O Grande Design é invisível

Um Bom design é tão envolvente, facilita a utilização a tal ponto que passa despercebido. Algumas vezes simples como uma colher, tão que parece óbvio, parece impossível que a em algum momento de nossa história não tínhamos a colheres, é difícil imaginar que alguém tenha pensado muito para conceber aquela solução para comer uma sopa, é uma lição de humildade fazer Design desse tipo.

Outra vezes é muito sofisticado, porém fácil de usar, como o câmbio automático de um automóvel. Algo tão fantástico que nos esquecemos que foram gastos muitas e muitas horas de trabalho no desenvolvimento do cambio manual, muito mais que na sua evolução do automático. Também é preciso humildade para reconhecer uma boa idéia e melhorá-la, ao invés de ignorá-la e desenvolver tudo do zero.

Todo grande design tem por trás de si um Designer que teve humildade de fazer algo óbvio ou se utilizar de algo bom e apenas melhorá-lo.

O Mal Design é mais fácil de ser percebido, porque ele agride ao usuário.

5. Simplicidade é o Máximo da sofisticação

A Perfeição é atingida não quando você não tem mais nada a acrescentar, mas sim quando você não tem mais nada a retirar.

Atingir a simplicidade é seguir uma linha de trabalho onde você vai retirando o que for desnecessário de tal forma que, quando o usuário perceber, ele tem tudo o que precisa e somente o que precisa.

Essa deve ser o grande objetivo dos designers.

Link Relacionados:

http://bokardo.com/archives/five-principles-to-design-by/

2 Responses

  1. eu gostaria de ter assunto relecionado tecnologia aplicada a arte

  2. bELO BeLIssimO…

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